BRASÍLIA MUDOU!

Nasci e fui criado na Capital Federal. Em 1984 mudei-me para o Rio de Janeiro.

Casei, tive filhos, fiquei mais velho e hoje percebo sentimentos em meu coração que existiam, mas eu não percebia. Sentimentos que estão fazendo falta em nossa comunidade.

Devido a essa crise maluca, precisei retornar a minha cidade e praticamente recomeçar minha vida.

Moro em um condomínio na asa norte com muitos apartamentos. Todos os dias quando saio para o trabalho e passo por algum morador, esse abaixa a cabeça e finge não me ver, vizinhos se ignoram.

Eles abrem suas portas, viram as costas para o próximo e não diz bom dia, boa tarde ou boa noite, simplesmente passa. Como conseguem viver assim? Que individualismo é esse? De onde vieram essas pessoas? Quem os educou?

A noite, passeando pelos jardins, percebo que essas atitudes são tomadas pela maioria dos moradores. Não consigo entender…

Sendo assim, faço meu dever de casa. Dou bom dia, boa tarde e boa noite a todos. Aos porteiros, ao pessoal da limpeza, ao balconista da padaria, ao rapaz da tv a cabo…

Isso me faz bem, me sinto vivo. Meu desejo é que essas pessoas tenham um dia feliz que cheguem ao seu local de trabalho bem e com saúde.

Procurando um texto para ilustrar meus anseios, encontrei no sítio do Sidnei Oliveira o que estava procurando. Leiam e percebam o bem que faz dar e receber um bom dia.  (LA)

O SR. BOM DIA

bomdia2

“O sol estava brilhando forte, fazendo cintilar o orvalho acumulado nas folhas, muitas delas no chão, depois de haverem perdido a segurança das árvores na última ventania. Os canteiros e jardins refletiam um cuidado refinado, e as flores se abriam, acolhendo abelhas e beija-flores, num ritual de vida magnífico.

No meio do jardim caminhava um ancião de andar vacilante. Em suas mãos, uma sacolinha plástica, de onde tirava adubo e depositava próximo dos arbustos.

Perto dali, uma pequena lanchonete servia café e pães de queijo, atraindo sempre algumas pessoas, que sentavam-se em cadeiras estrategicamente direcionadas para o jardim.

Percebendo a presença de visitantes, o ancião imediatamente interrompeu sua atividade, levantou o “boné” de sua cabeça e curvando-se referentemente, soltou um sonoro BOM DIA!

A reação dos visitantes foi automática. – BOM DIA, SENHOR!

Percebendo que os visitantes sentaram-se nas cadeiras e conversavam…” (Leia mais)

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