UMA EXPERIÊNCIA RADICAL

anticristo

Veja – Isabela Buscov

“BRUTALMENTE REALISTA NAS CENAS DE TORTURA, ANTICRISTO,
DE LARS VON TRIER, MERECE TODA A POLÊMICA QUE
LEVANTOU. É UM FILME SÁDICO – MAS TAMBÉM UMA
OBRA DE UMA CORAGEM HEROICA”

Lars von Trier é um diretor de imenso talento, e também um manipulador contumaz. Desde que começou a subverter o movimento do qual foi fundador – o Dogma, aquele da câmera na mão, iluminação natural e nada de trilha sonora –, o dinamarquês tem depurado, em filmes como Ondas do Destino, Dançando no Escuro e Dogville, um gênero que se poderia definir como melodrama experimental, no qual aplica surpreendentes inovações narrativas à missão ancestral de induzir tanto seus atores quanto os espectadores ao sofrimento. Manipular, porém, é algo que se faz pela ambição do controle, e é natural que Von Trier parecesse se colocar à parte, ou mesmo acima, das emoções que instigava. Em Anticristo (Antichrist, Dinamarca / Alemanha / França, 2009), entretanto, o diretor pela primeira vez cruza essa linha: no filme que estreia nesta sexta-feira no país, Von Trier mostra estar também ele sendo fustigado pelos sentimentos tremendos desencadeados pela história. Não por acaso, no último Festival de Cannes ele conseguiu assim pôr em estado de choque uma plateia que não só é a mais blasée do mundo como está preparada…” (Leia mais)

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