LITERATURA: BARBUDOS CRETINOS E SUAS HISTÓRIAS CANALHAS

Portal Literal – Folhetim pulp. Escrito por Ana Paula Maia.

“O lixo está por todo lugar e são de várias espécies: atômico, espacial, especial, hospitalar, industrial, radioativo, orgânico e inorgânico; mas Erasmo Wagner só conhece uma espécie de lixo. Aquele que é jogado pra fora de casa. A imundície, o podre, o azedo e o estragado. O que não presta pra mais ninguém. E serve apenas para os urubus, ratos, cães, e pra gente como ele. Trabalha no caminhão de lixo parte do dia. Larga às quatro da tarde. Conhece o conteúdo de alguns sacos só pelo cheiro, formato e peso. Já teve tétano. Já teve tuberculose. Já foi mordido por rato e picado por urubu. Conhece a peste, o espanto e o horror; por isso é ideal pra profissão que exerce.

Revende em casa aquilo que acha em bom estado: Colchão, estrado de cama, vaso sanitário, portas, armários, grades, cofres, cadeiras, canos e o que mais puder ser aproveitado. Lucra metade de seu salário com a venda do lixo.

Não pensa nos miseráveis dos aterros sanitários que também poderiam lucrar com o que há de melhor no lixo. Ele realmente não se importa. Assim, como quem está acima dele, não se importa também. Na escala decrescente de famintos e degenerados, ele ocupa um posto pouco acima dos miseráveis. É como levar um tiro de raspão…” (Leia e comente)

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