Archive for the ‘Cultura’ Category

MENINGITE E PERDA DE MEMÓRIA MARCARAM INFÂNCIA DE CANTOR DOS SEX PISTOLS

25/11/2010

JOHN LYDON, CANTOR DOS SEX PISTOLS E UM DOS PRINCIPAIS ÍCONES DO MOVIMENTO PUNK, CONTOU QUE, AOS OITO ANOS, ERA INCAPAZ DE RECONHECER OS PRÓPRIOS PAIS QUANDO ESTES FORAM BUSCÁ-LO EM UM HOSPITAL.

BBC Brasil – Ian Youngs

“Em entrevista exclusiva à BBC, Lydon revelou detalhes pouco conhecidos sobre sua infância, como quando, durante o período em que esteve se recuperando de uma meningite, esteve em coma e enfrentou períodos de grave perda de memória.

O cantor, hoje com 54 anos, contraiu meningite aos sete anos de idade e passou um ano de convalescência.

“Ali está você no hospital, sem entender nada ao seu redor”, descreve Lydon. “Sem saber seu nome, sem saber quem você é, sem saber que as pessoas na sua frente são seus pais”.

“Você não sabe por que está ali e, mesmo presumindo que pertence à alguém, se questiona: ‘será que eles estão mentindo’?. É um sentimento terrível”, diz o cantor, que, anos mais tarde, sob o nome de Johnny Rotten (“Joãozinho Podre”) formaria uma das bandas…” (Leia e comente)

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A VIDA DE ANNE FRANK EM QUADRINHOS

12/11/2010

COM SEU DIÁRIO, ANNE FRANK, A MENINA JUDIA ASSASSINADA EM UM CAMPO DE CONCENTRAÇÃO, COMOVE GERAÇÕES. A VERSÃO DE
SEUS RELATOS EM QUADRINHOS DESPERTA AINDA MAIS
O INTERESSE DOS NOVOS LEITORES.

DW-WORD.DE – Pablo Kummetz (mas)

“Mostrar uma história conhecida no mundo todo para crianças e jovens de maneira atual. Este é o objetivo de Hans Westra, diretor da Fundação Anne Frank, com o lançamento da edição em quadrinhos do Diário de Anne Frank. A obra é focada no público por volta dos 14 anos de idade.

A versão em quadrinhos, de aproximadamente 160 páginas, foi ilustrada pelo norte-americano Ernie Colón e os textos ficaram a cargo de Sid Jacobson. Lançado primeiramente na Holanda em julho deste ano, a versão alemã chegou às livrarias na ultima quarta-feira (10/11). O plano é lançar o quadrinho em outros países nos próximos meses.

Colón e Jacobsen são considerados mestres dos quadrinhos com temática política. Em 2006, publicaram nos Estados Unidos, em forma de HQs, o relatório oficial de investigação sobre os atentados terroristas de 11 de setembro. Dois anos depois, foi a vez de…” (Leia e comente)

NEGRITUDE CONTRA AS DROGAS

08/11/2010

ATRAVÉS DA ARTE E DA CULTURA, A CIA. AFRO-CENA LEVA INFORMAÇÃO ÀS ESCOLAS E AJUDA A PREVENIR O USO DE ENTORPECENTES ENTRE CRIANÇAS E JOVENS. AGORA, O ALVO É O CRACK!

Raça Brasil – André Rezende e Amilton Pinheiro

“Grupo teatral amador de Venâncio Aires, no Rio Grande do Sul, formado por atores negros, a Cia Afro-Cena já é profissional no quesito responsabilidade social. Desde 2008, o grupo percorre escolas e universidades com peças que visam estimular a discussão sobre vários aspectos da sociedade, como questões de família, melhor idade, conflitos religiosos, discriminação… Mas por que somente atores negros? “Como aqui é uma região colonizada por alemães, eu queria a Cia como um mecanismo da cultura negra, mas que fosse além, que pudesse mostrar para as pessoas que também somos capazes de desenvolver projetos e ações. Queríamos resgatar a nossa autoestima”, conta Sérgio Rosa, diretor, roteirista e criador da Cia Afro-Cena. O grupo se reuniu pela primeira vez em 2007 a convite do Négo Futebol Club, uma sociedade afro da cidade, para montar uma peça teatral que abordasse a história da mulher negra. E o que era pra ser uma encenação esporádica, se tornou coisa séria e um importante instrumento de reflexão social, com 10 peças encenadas…” (Leia e comente)

BEETHOVEN E MUITO MAIS EM MP3 GRATUITOS

04/11/2010

DW-World.DE

“A Deutsche Welle volta a apresentar gravações ao vivo de um festival dos superlativos. O slogan do Beethovenfest 2010 foi “A céu aberto – Utopia e liberdade na música”.

Além dos focos em Beethoven, Schumann, obras de numerosos compositores foram executadas por alguns dos mais renomados virtuoses da atualidade. Entre eles, o Minguet Quartett, violinista Shlomo Mintz, multipercussionista Martin Grubinger, ou a já famosa pianista venezuelana Gabriela Montero, improvisando livremente sobre temas sugeridos pelo público.

Além de solistas e músicos de câmara, apresentaram-se orquestras regidas por astros da cena clássica como Paavo Järvi e Jonathan Nott. Destaques foram também o coro infantil ucraniano Shchedryk e a Sinfônica Heliópolis, formada por jovens de uma favela paulista, sob a batuta de Roberto Tibiriçá.

O Beethovenfest transcorreu entre 10 de setembro e 9 de outubro de 2010 na cidade renana e ex-capital alemã, Bonn. Os podcasts e downloads das gravações em MP3 são inteiramente grátis…” (Veja os links e boa audição!)

MENINAS INFLAMÁVEIS

28/10/2010

COM DUAS GATAS COMO PROTAGONISTAS, THE RUNAWAYS FALA SOBRE O ESPÍRITO DO ROCK DE VERDADE

Vip – Rodolfo Viana

“O ano é 1975. O Queen lança Bohemian Rhapsody, sua extravagância máxima; o Kiss ataca com Alive!; e o Iron Maiden sai das profundezas do inferno para seus primeiros ensaios. O rock absorve o que há de rebelde e pesado na música, e em pouco tempo surgiria o punk. Rock era coisa de homem, ainda que cheio de pancake, batom e rímel. Foi quando cinco meninas contrariaram o óbvio e criaram uma banda exclusivamente feminina: The Runaways. A mistura de explosão hormonal dos 16 anos com o ápice da loucura do rock’n’roll é o tema do filme que leva o nome do grupo e que sai este mês nos cinemas.

Com Dakota Fanning no papel da vocalista Cherie Currie e Kristen Stewart como a guitarrista Joan Jett, The Runaways conta a história curta e delirante da banda que rompeu com os padrões de uma década, quando garotas no palco eram xingadas…” (Leia e comente)

Assista ao trailer abaixo:


MARIA DE NAZARÉ CORRÊA DA SILVA CONTA COMO ESTÁ ERRADICANDO O ANALFABETISMO NO AMAZONAS

28/10/2010

CONFIRA NA ENTREVISTA COM A PROFESSORA DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO AMAZONAS (UEA) DE QUE MANEIRA A FORMAÇÃO DE PROFESSORES E O COMBATE À EVASÃO TÊM ELEVADO O NÚMERO DE ADULTOS ALFABETIZADOS NO ESTADO

Nova Escola – Paola Gentile

Maria de Nazaré

“Em 2003, 60% dos habitantes do município de Itamarati, distante de Manaus 985 quilômetros por ar e 1.930 por vários rios da região, não sabiam ler nem escrever. Sete anos depois, a cidade recebe o título de Município Livre do Analfabetismo, conferido pelo Ministério da Educação aos que têm menos de 4% de analfabetos. Itamarati, assim como as outras 61 cidades do estado do Amazonas, aderiu ao Programa de Letramento Reescrevendo o Futuro, da Universidade Estadual do Amazonas (UEA), em parceria com a Secretaria do Estado de Educação do Amazonas.

Idealizado e coordenado por Maria de Nazaré Corrêa da Silva, professora da UEA, o Reescrevendo deve encerrar seus trabalhos no início do próximo ano. Até agora, além dos 23 municípios que registram 96% da população alfabetizada, outros 18 já diminuíram essa taxa em 50% e o restante está no caminho. Ao custo de 8 milhões de reais por ano, dividido entre os governos federal, estadual, municipais e a universidade, o programa de letramento ainda está presente em 39 cidades, onde se formarão as últimas turmas. “Os bons resultados se devem à formação de professores para trabalhar com esse público e a ações para combater a evasão”,…” (Leia e comente)

VÍDEO BRASILEIRO ESTÁ ENTRE OS FINALISTAS DE BIENAL DO YOUTUBE

22/10/2010

Veja

“O museu Guggenheim de Nova York anunciou nesta quinta-feira os 25 finalistas da primeira edição da “YouTube Play – Bienal de Vídeo Criativo”, entre os quais está o trabalho “Birds on The Wires”, do brasileiro Jarbas Agnelli.

Os finalistas do concurso, organizado pela fundação nova-iorquina Solomon Guggenheim, saíram de uma seleção de 23 mil vídeos, de 91 países.

A obra do brasileiro Jarbas Agnelli mostra 38 pássaros pousados em cabos de alta tensão. A imagem formada é impressionante. Os cabos representam linhas de partitura, enquanto a distribuição das aves no cenário configura notas musicais, criando uma bela melodia…” (Leia e comente)

Assista ao vídeo


EM DVD: “RUSH – BEYOND THE LIGHTED STAGE”

06/08/2010

Vip – Blogie

“É enorme a tentação de escrever um longo tratado todo rebuscado sobre o Rush – ao mesmo tempo, a banda mais mal falada e também a mais cultuada do mundo -, mas vou tentar fazer um texto rápido e objetivo.

E o resumo de tudo é: entre agora na sua loja de e-commerce preferida e compre um exemplar de Rush – Beyond the Lighted Stage, documentário premiado no Festival de Tribeca e destaque da última Mostra de Cinema de SP. O filme acaba de ser lançado em DVD.

Trata-se de um tributo militante e apaixonante a uma banda cuja reputação de nerd, pretensiosa e chata obrigou seus fãs a se justificarem e aguentarem todo tipo de ridicularização. Ao contrário da inventividade e complexidade das canções do Rush, o filme é direto ao ponto, com começo, meio e fim – e, acima de tudo, fala direto ao coração…” (Leia e comente)

O WOODSTOCK BRASILEIRO

01/08/2010

“UMA NOITE EM 67” MOSTRA QUE O FESTIVAL DA CANÇÃO DAQUELE ANO PODE SER APENAS UM FLASH NA MEMÓRIA DE QUEM ESTAVA NO PALCO, MAS DEIXA CLARO QUE, PARA O RESTO DO PAÍS,
FOI MAIS QUE ISSO

Época – Ivan Martins

“Documentários são feitos de imagens e ideias. Às vezes, como em Uma noite em 67, são feitos também de nostalgia. O filme de Renato Terra e Ricardo Calil, que entra em cartaz na próxima semana, fala do festival da canção de 1967 – um evento mítico da cultura brasileira, tão importante para nós quanto Woodstock para os americanos. O festival de rock de Woodstook estabeleceu, em 1969, o tom hippie e contestatório dos anos 1970. O festival de 1967 apresentou ao Brasil os personagens, as ideias e a tensão que tomaria conta do país nas décadas seguintes.

Na noite de 21 de abril de 1967, no palco do Teatro Paramount, no centro de São Paulo, foram apresentadas 12 finalistas ao título de melhor canção do ano. A competição era transmitida ao vivo, para todo o país, com níveis de audiência de final de Copa do Mundo. O auditório que vaiava e aplaudia era parte do espetáculo. Naquela noite, Chico Buarque cantou “Roda viva”, Edu Lobo trouxe “Ponteio”, Gilberto Gil veio com “Domingo no parque” (acompanhado dos Mutantes) e Caetano Veloso com “Alegria, alegria”. Todas essas canções se tornaram clássicos da música brasileira. É espantoso que tenham sido…” (Leia e comente)

ARTE DO CONVÍVIO

07/05/2010

CAPAZ DE APROXIMAR AS PESSOAS, OBRAS ARTÍSTICAS RESISTEM ÀS AMEAÇAS TOTALITÁRIAS E CRIAM ESPAÇOS DE DIÁLOGO

Revista e

“Onde se queimam livros, acaba-se queimando pessoas.” Quando o poeta alemão Heinrich Heine alertou o mundo com essa frase, clarões de fogo anunciavam uma das piores tragédias já vistas pela humanidade. Era dia 10 de maio de 1933, e soldados nazistas promoviam a destruição de milhares de obras literárias, consumidas pelas chamas nas praças públicas, em várias cidades da Alemanha.

Da chamada “higienização” da literatura para a limpeza étnica não houve um caminho muito longo, e o restante da história, confirmando a previsão de Heine, é bem conhecida: milhões de judeus mortos, entre outras minorias, em campos de concentração.

Em face desses episódios, Hanna Arendt [filósofa alemã de família judia, 1906-1975] identificou o maior aliado nazista: a discriminação. “Hitler previa que na guerra o racismo seria um aliado mais forte na conquista de simpatizantes (…) o racismo deliberadamente irrompeu através de todas as fronteiras nacionais, definidas por padrões linguísticos tradicionais ou quaisquer outros” (Origens do Totalitarismo, Companhia das Letras, 2007).

Fim da liberdade

A arte naquele período tornou-se o primeiro alvo das tropas nazistas. Para o professor de Teoria Literária da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Márcio Orlando Seligmann-Silva, o regime totalitário pretendia instrumentalizar a arte e a literatura com fins políticos. “Os nazistas só admitiam…” (Leia e comente)