Archive for the ‘Sociedade’ Category

COMO ACELERAR A IGUALDADE DE GÊNERO NO TRABALHO

20/01/2017

generos

Galileu

A MUDANÇA DEPENDE DA CONSTRUÇÃO DE UMA NOVA CONSCIÊNCIA SOCIAL, EM QUE HOMENS E MULHERES TENHAM OS MESMOS DIREITOS, DEVERES E OPORTUNIDADES

Coisa de menina e coisa de menino. Desde a mais tenra idade, somos levados a acreditar que nem tudo é para todos e que homens e mulheres têm funções diferentes e predefinidas que não podem ser modificadas. Basta fazer um passeio por qualquer loja de brinquedos para entender essa dinâmica. Às meninas está destinado um mundo cor-de-rosa, repleto de bonecas, utensílios domésticos e estéticos. Aos meninos, carrinhos, super-heróis e jogos de raciocínio. Pode parecer algo inocente, mas aí já começa a se formar na cabeça dos futuros adultos qual será o papel de homens e mulheres na sociedade – o que se reflete na vida pessoal, nos estudos e,… Continue lendo

A GUERRA DO RIO: A FARSA E A GEOPOLÍTICA DO CRIME

06/12/2010

Fundação Lauro Campos – José Cláudio Souza Alves

“Nós, que sabemos que o inimigo é outro, na expressão padilhesca, não podemos acreditar na farsa que a mídia e a estrutura de poder dominante no Rio querem nos empurrar. Achar que as várias operações criminosas que vêm se abatendo sobre a Região Metropolitana nos últimos dias fazem parte de uma guerra entre o bem, representado pelas forças publicas de segurança, e o mal, personificado pelos traficantes,  é ignorar que nem mesmo a ficção do Tropa de Elite 2 consegue sustentar tal versão. O processo de reconfiguração da geopolítica do crime no Rio de Janeiro vem ocorrendo nos últimos 5 anos. De um lado, Milícias aliadas a uma das facções criminosas; do outro, a facção criminosa que agora reage à perda da hegemonia.  Exemplifico. Em Vigário Geral, a polícia sempre atuou matando membros de uma facção criminosa e, assim, favorecendo a invasão da facção rival de Parada de Lucas. Há 4 anos, o mesmo processo se deu. Unificadas, as duas favelas se pacificaram pela ausência de disputas. Posteriormente, o líder da facção hegemônica foi assassinado pela Milícia. Hoje, a Milícia aluga as duas favelas para a facção criminosa hegemônica. Processos semelhantes a estes foram ocorrendo em várias favelas. Sabemos que as milícias não interromperam o tráfico de drogas,…” (Leia e comente)

COBERTURA TRIUNFALISTA OU COMUNITÁRIA? AMBAS – RIO CONTRA O CRIME

29/11/2010

Observatório da Imprensa – Alberto Dines

“A mídia deve ser questionada? Sim. Deve ser criticada? Sim. Quando? Sempre. Mas nem sempre as críticas à mídia e os críticos da mídia estão livres de preconceitos, lugares-comuns, distorções. Ou simples mau humor.

Na operação policial-militar em curso no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, chamam a atenção dois textos sobre o desempenho dos meios de comunicação que vale a pena examinar como prova da imperiosa necessidade de manter ligado, de ponta a ponta, o processo crítico.

O desabafo de Luiz Eduardo Soares, postado em seu blog na quinta-feira (25/11), merece a precedência não apenas porque foi o primeiro a tentar um exame em profundidade da cobertura da liberação da Vila Cruzeiro, mas porque o currículo profissional, a figura e a autoridade moral do autor colocam-no num patamar que poucos têm condição de igualar.

Mas trata-se de um desabafo irritado, visivelmente magoado. Não devem lhe faltar razões, mas ao referir-se ao “pastiche midiático” e usar como gancho a edição do Jornal Nacional daquela noite, Soares generaliza, simplifica, desfoca e passa ao largo do esforço de uma legião de profissionais da imprensa…” (Leia e comente)

DUAS MULHERES – DUAS ABOLIÇÕES?

22/11/2010

QUESTÕES IDEOLÓGICAS

FLC – Socialismo e Liberdade – Lonardo Boff

“É fato notável a ascensão de mulheres, em muitos países do mundo, ao status de chefes de Estado e de governo. Isso revela uma mutação do estado de consciência que se está operando no interior da humanidade. Foi mérito principal da reflexão feminista que já possui mais de um século inaugurar esta transformação. As mulheres começaram a se ver com os próprios olhos e não mais com os olhos dos homens. Descobriram sua identidade, sua diferença e a relação de reciprocidade e não de subordinação frente aos homens. Produziram talvez a crítica mais consistente e radical da cultura, marcada pelo patriarcalismo e pelo androcentrismo.

O patriarcado designa uma forma de organização social centrada no poder exercido pelos homens dominantes, subordinando e hierquizando todos os demais. O androcentrismo se caracteriza por estabelecer como padrão para todos, as formas  de pensamento e de ação características dos homens. Eles são o sol e os demais, como as mulheres ou outras culturas,…” (Leia e comente)

PEQUENAS UTOPIAS

19/05/2010

HORTA NA PRAÇA PARA O POVO

Carta Capital – Milton Nogueira

“Uma horta na praça pode produzir hortaliça, verdura e legume tão orgânicos quanto os da roça e, principalmente, dar diversão e atividade social em áreas urbanas. As cidades brasileiras têm muitas áreas públicas abandonadas, onde poderia haver uma horta comunitária. Prefeituras seriam beneficiadas com preservação da área pública, controle de delinqüência e humanização de comunidades.

Plantada e mantida por vizinhos voluntários, a horta teria trabalho na medida da capacidade e interesse de cada um. Idosos e aposentados iriam fazer algo fora de casa, em comunidade. Famílias teriam divertimento bom, tranqüilo, longe da TV e socialmente ajustado. Cidades alemãs e austríacas, por exemplo, têm quarteirões de jardins e hortas, onde as famílias cultivam hortaliças e flores. Em outros países a horta é plantada nas áreas laterais de ferrovias, obviamente fora da cerca de segurança.

Obtida a permissão de uso da área livre, os vizinhos formariam um conselho para criar princípios gerais de planejar, obter licenças, instalar canteiros,…” (Leia e comente)

AUTORITARISMO RESISTIU AO FIM DA DITADURA

13/05/2010

FILÓSOFO REVELA COMO O REGIME MILITAR DEIXOU VESTÍGIOS NA SOCIEDADE BRASILEIRA E PERMITIU A PERMANÊNCIA
DE VELHOS DESMANDOS

História Viva Adriana Marcolini

“A ditadura militar no Brasil foi totalmente erradicada ou fincou raízes e ainda lança sua sombra sobre a vida nacional? A violência policial de hoje tem origem naquele período? Estas e outras perguntas são analisadas em “O que resta da ditadura” coletânea de ensaios organizada pelos pesquisadores e professores Edson Teles e Vladimir Safatle, recém-publicada pela Boitempo Editorial. O livro é fruto de um seminário realizado na Universidade de São Paulo (USP) em 2008. Além das contribuições próprias dos organizadores, reúne os textos dos demais participantes do encontro, como Glenda Mezarobba, Janaína de Almeida Teles e Flávia Piovesan, entre outros. Leia a seguir a entrevista com o doutor em filosofia política Edson Teles.

HV – Muitos afirmam que o Brasil não teve uma ditadura clássica depois do golpe de 1964, mas sim uma “ditadura branda”, em comparação à da Argentina e do Chile. Qual sua opinião?

Edson Teles: As ditaduras tiveram em comum a política de extermínio de opositores e de incremento da presença política e econômica das velhas oligarquias do latifúndio e da indústria, alimentando ainda o surgimento da oligarquia financeira. A diferença é que os militares brasileiros…” (Leia e comente)

ABOLIÇÃO INACABADA

11/05/2010

TRÊS ESPECIALISTAS SOBRE ESCRAVIDÃO E ABOLIÇÃO FALAM SOBRE O 13 DE MAIO E DE COMO ESTA DATA AINDA CARECE DE ANÁLISE E COMPREENSÃO DA SOCIEDADE BRASILEIRA

Raça – Amilton Pinheiro / fotos Divulgação

“A praça estava uma agitação só, e o menino Afonso Henrique, então com sete anos (ele, que nascera em 13 de maio de 1881, comemorava aniversário naquele dia – 13 de maio de 1888), observava tudo aquilo num misto de medo e deslumbramento, apertando ainda mais a mão do seu pai, João. A cena, carregada de simbolismo, seria escrita anos mais tarde pelo escritor Lima Barreto, em seus diários, lembrando do que foi para ele o dia em que a população comemorou, no centro do Rio de Janeiro, a libertação dos escravos por meio da Lei Áurea, e que extinguiu a escravidão no Brasil. Mas não só o episódio ficaria nas memórias de infância do escritor, como também o fato de que aquela a Lei pouco tinha feito para os negros e mestiços na ocasião, idos de 1910. Poder-se-ia argumentar que naquele momento ainda era muito cedo para que a tal lei pudesse trazer alguma mudança significativa para os ex-escravos e seus descendentes. “Mas uma lei, por mais desejada que ela seja, não tem a força de jogar por terra o passado histórico”, explica Wlamyra R.de Albuquerque, professora de história da Universidade Federal da Bahia (UFBA), autora de O Jogo da Dissimulação, abolição e cidadania negra…” (Leia e comente)

ESPECIAL PARA VOCÊ

07/03/2010

Correio Brasiliense

“Nada como uma boa provocação. Desde 1º de fevereiro, instigamos vocês, leitoras e internautas, a mostrarem a cara, o jeito, as vontades, os desejos, as preocupações, os modelos que as inspiram no dia a dia. A intenção era conhecer um pouco mais a mulher brasiliense e, por meio deste canal interativo, obter subsídios para nos ajudar a fazer a edição especial dedicada ao Dia Internacional da Mulher, comemorado hoje.

Foi uma grata surpresa a resposta ao nosso convite para uma parceria interativa, que rendeu uma edição com a cara da mulher brasiliense. Reunimos aqui o conteúdo produzido a partir desse esforço conjunto entre as equipes da Revista e do Correio.com. Aproveitamos para agradecer – e muito! – a sua participação.

Uma mulher ativa, porém com as preocupações típicas da modernidade: ela quer um parceiro, proteger os filhos, estabilidade financeira e achar um tempo para o sexo. Confira os resultados do questionário…”

OS FANTASMAS SE DIVERTEM

23/01/2010

Carta Capital – Cynara Menezes

“Entre o temor e a blague, os seguranças da Câmara dizem que o ambiente gélido, de ar-condicionado ligado noite e dia à custa do contribuinte, é propício ao surgimento dos rumores. Um conta ter ouvido passos no Salão Verde. Outro, ter avistado vultos esgueirando-se pelas galerias do plenário. O mais velho deles, com quase 30 anos de Casa, fica embaraçado de falar nessas coisas, mas jura ter escutado o microfone da presidência ligar sozinho na madrugada.

Seriam espíritos desassossegados de antigos deputados a registrar presença na falta dos vivos, acreditam os funcionários, especulando que em 2010 não faltará quorum – do outro mundo. Como este ano é eleitoral, presume-se que o Congresso estará como os fantasmas legislativos gostam, vazio, a maior parte do tempo. O recesso parlamentar termina em 1º de fevereiro, mas as principais lideranças da Câmara e do Senado admitem que será difícil achar vivalma por ali depois das festas juninas.

“Nós vamos trabalhar pelo menos até junho”, garante o presidente da Câmara, Michel Temer. “Reconheço que em julho, agosto e setembro, os meses que antecedem a eleição, é realmente complicado.” O primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes, confirma. “No segundo semestre todos estarão dedicados às eleições. Sempre foi assim, é tradição no Brasil”,…” (Leia e comente)

POVO SEM FRONTEIRAS

23/01/2010

BONFIM, EM RORAIMA, E LETHEM, NA GUIANA, VIVEM UM INTERCÂMBIO CULTURAL QUE EXTRAPOLA TRATADOS INTERNACIONAIS E FEITOS DA ENGENHARIA.

National Geographic – André Julião / Foto: Érico Hiller

“Michael Jackson está vivo, vivíssimo. Ele mora em Lethem, mas todos os dias vai à escola em Bonfim. Fala inglês com o pai, o guianense Billiey Jackson, e português com a mãe, a brasileira Rufina. Assim como seus irmãos, Joshua e Wanderson, ele cumprimenta os colegas de classe em português e os vizinhos em inglês. Michael é um típico morador da fronteira entre o Brasil e a Guiana; filho de um território que formalmente faz parte de dois países, mas que na prática é uma terra só – onde se falam português, inglês, crioulo, wapixana e macuxi. Onde as orações são para Jesus, Alá ou Brahma.

Bonfim e Lethem são duas cidades que compartilham do isolamento do restante de seus respectivos países – uma ao norte do Brasil, em Roraima; a outra no sul da Guiana. Em abril de 2009, a última barreira entre elas foi transposta com a abertura de uma ponte. A obra, financiada pelo governo brasileiro, deu passagem livre a quem precisava pagar para cruzar o rio Tacutu para tarefas simples como estudar ou fazer compras. Por mais que a população das duas cidades – pouco mais de 10 mil em Bonfim – já estivesse acostumada a conviver com o português e o inglês, o real e o dólar guianense, só agora existe uma ligação concreta do Brasil com o único país de língua inglesa da América do Sul…” (Leia e comente)