Posts Tagged ‘Filosofia’

EU SOU NORMAL? PARA FILOSOFIA ESSA PERGUNTA NÃO TEM SENTIDO

19/11/2010

“EM FILOSOFIA CLÍNICA NÃO HÁ PADRÕES, TIPOLOGIAS, NORMALIDADE, PATOLOGIAS, NOS REFERIMOS À NÃO ACEITAÇÃO DA NORMA COMO UM MODO DE SER ABSOLUTO”

Vya Estelar – Monica Aiub

“Você já se fez alguma dessas perguntas na vida? Antes de qualquer resposta é preciso avaliar: o que significa ser “normal”?

No Dicionário de Filosofia (2003), Abbagnano define normal como “aquilo que está em conformidade com a norma”; “aquilo que está em conformidade com um hábito ou com um costume ou com uma média aproximada ou matemática ou com o equilíbrio físico ou psíquico”.

Desta definição poderíamos concluir que o normal é uma média do comum, ou de uma maioria. Assim sendo, se não reproduzirmos os hábitos ou costumes de nossa sociedade, seremos anormais? Quantas vezes hábitos, costumes, regras, leis de uma sociedade foram modificados?…” (Leia e comente)

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A HORA É A VEZ

21/09/2010

É PRECISO TER INICIATIVA – MAS TAMBÉM É NECESSÁRIO SABER SE PREPARAR PARA O MOMENTO CERTO DE ABRAÇAR AS OPORTUNIDADES, SEM TEMER O FRACASSO NEM AMARELAR DIANTE SUCESSO

Vida Simples – Débora Didonê

“Durante cerca de 20 anos, o escritor catarinense Cristóvão Tez za adiou o projeto de um livro sobre a crise por qual passou ao se tornar pai de um menino com síndrome de Down. Quando finalmente lançou a obra autobiográfica, em 2007, conquistou sete prêmios literários. Sem dúvida, Tezza tornou-se um escritor mais reconhecido. Mas, para o autor, a grande repercussão ocorreu na vida pessoal. “Finalmente, pude largar a universidade para me dedicar apenas à literatura”, disse, em um bate-papo na Flip – Festa Internacional Literária de Paraty, no último mês de agosto. Uma das razões para Tezza ter demorado tanto a empreender O Filho Eterno foi o medo do fracasso, já que trataria de um tema com grandes chances de cair na pieguice. Mas o tempo passou e a ideia persistiu. Principalmente, porque o escritor precisava compartilhar sua história com os leitores. Assim como Tezza, todo ser humano investe em uma maneira de atender aos próprios anseios. E o combustível para ir adiante nada mais é do que a iniciativa.

Já dizia a filósofa alemã Hannah Arendt, em A Condição Humana: “Os homens são impelidos a agir”. O verbo agir, do grego archein, signifi ca justamente “começar”, “ser o primeiro“, “imprimir movimento a alguma coisa” – e até mesmo “governar”. Ao contrário do senso comum, a iniciativa não está necessariamente vinculada a um feito extraordinário – um cargo novo na empresa, um prêmio Nobel ou qualquer outro tipo de notabilidade. Veja que, para Tezza, escrever O Filho Eterno ajudou,…” (Leia e comente)

A INFINIDADE DE AMORES NA DOR DE EXISTIR

24/05/2010

DOSSIÊ: A TRADIÇÃO PSICANALÍTICA DE COMPREENSÃO DO AMOR

Cult – Nadiá Paulo Ferreira

“O discurso psicanalítico, ao investigar os fundamentos do amor, apresenta, de forma sistematizada, o que os poetas já sabiam: o encontro da verdade com o saber não decifra toda a verdade.

O desejo de saber o que o amor é esbarra com algo indizível. Assim, o que não pode ser dito e escrito converte o amor em “um mal, que mata e não se vê”, em “um não sei quê, que nasce não sei onde, vem não sei como, e dói não sei por quê” (Camões). Amar e saber o que é amar são coisas diferentes. Amar é um acontecimento que nunca se esquece; é inventar sentidos para a existência no mundo. Saber o que é amar é impossível, porque “quem ama nunca sabe o que ama; nem sabe por que ama, nem o que é amar” (Fernando Pessoa).

Diante da impossibilidade de saber toda a verdade, fala-se de amor. Isso é o que vem sendo feito há séculos. Platão, em O Banquete, retrata os lugares do discurso: o do amante e o do amado. Jacques Lacan (1901-1981) baseia-se no amor grego para articular o par amante-amado com a estrutura do amor. Aquele que experimenta a sensação de que alguma coisa lhe falta, mesmo não sabendo o que é, ocupa o lugar de sujeito do desejo (amante); aquele que sente que tem alguma coisa, mesmo não sabendo o que é, ocupa o lugar de objeto (amado). O paradoxo do amor reside justamente no fato de que o que falta ao amante é precisamente o que o amado não tem. Se Eros nasce de uma aspiração impossível, que é de dois fazer um,…” (Leia e comente)

ANDRÉ CCOMTE-SPONVILLE

01/04/2010

ENTRE O LUXO E A JUSTIÇA
ESSA É A ESCOLHA QUE A NOSSA GERAÇÃO DEVERÁ FAZER PARA SALVAR O PLANETA, AFIRMA O PENSADOR FRANCÊS

Vida Simples – Carol Bensimon / design Márcio Fujii

“Nascido em Paris, em 1952, André Comte-Sponville é autor de uma obra filosófica descomplicada e bastante popular na França e fora dela, na qual ele transita por temas clássicos, como o amor e a felicidade, e as urgências da vida contemporânea. Em um de seus livros mais célebres, O Capitalismo É Moral?, o filósofo discute a relação, ou melhor, a falta de relação entre ética e economia. Montaigne, Espinoza e Epicuro estão entre as maiores influências do filósofo. Ateu declarado, Comte-Sponville não renega, no entanto, a educação católica recebida durante a infância e a adolescência, e suas obras estão carregadas de referências ao budismo e a outras religiões orientais, das quais ele diz ser grande admirador. O que parece contraditório à primeira vista pode ser resumido assim: o pensador francês é partidário de uma espiritualidade que pretende ir além das religiões e da crença em Deus, pensamento que ele expõe na obra O Espírito do Ateísmo. André Comte-Sponville já foi professor da Sorbonne, mas hoje dedica-se exclusivamente a seus livros e às palestras que ministra.

Para ter a consciência tranquila, há muita gente disposta a pagar mais caro por produtos menos agressivos ao ambiente. A moral se tornou um argumento de venda? É um pouco mais complexo que isso. O que eu digo é que a economia não é moral. Isso não quer dizer que a moral não tenha qualquer relação com a economia, mas que essa relação passa exclusivamente pela consciência dos indivíduos. A prostituição, por exemplo,…” (Leia e comente)

AVANÇOS TECNOLÓGICOS E “QUALIDADE DE VIDA”

07/02/2010

” NÃO SE TRATA, AQUI, DE UM DISCURSO CONTRÁRIO AOS AVANÇOS TECNOLÓGICOS. REPITO, ELES SÃO CONSTRUÇÕES QUE PODEM TORNAR NOSSAS VIDAS MUITO MELHORES. MAS EM SI,
NÃO SÃO BONS NEM MAUS. PRECISAMOS OBSERVAR
O USO QUE FAZEMOS DELES”

Vya Estelar – Monica Aiub

“A inovação tecnológica nos traz benefícios, conforto, “qualidade de vida”; é, de um lado, um grande bem produzido pela humanidade.

Viver em alta velocidade, com o respaldo de tal tecnologia parece ser o “sonho de consumo” da atualidade, ao mesmo tempo em que, a cada dia, tornam-se “luxos” o tempo, o silêncio, a simplicidade, o natural, o necessário. Criamos tecnologias que simulam espaços existenciais de convívio, talvez porque não mais os tenhamos em nosso cotidiano; criamos tecnologias que simulam nossas sensações, será que o fazemos pelo mesmo motivo?

Criamos nossos avatares, nos protegemos e nos mostramos através deles. Vivemos através deles também? Conhecemos o outro por interfaces, adentramos, por convite ou invasão, à sua privacidade, ao mesmo tempo em que, talvez, já tenhamos abandonado a possibilidade de alguma privacidade em nossas formas de vida. Conhecemos o outro ou nos limitamos a faces das interfaces? Obtemos a superficialidade das imagens em nossas telas,…” (Leia e comente)

O PARADOXO DA ESPERA DO ÔNIBUS

16/06/2009

o_paradoxo_da_espera_3-M

Homem espera em vão o ônibus. Em vão? Ora, se o ônibus está demorando, então ele está mais perto de chegar. (Veja o filme)