Posts Tagged ‘Poetas’

A INFINIDADE DE AMORES NA DOR DE EXISTIR

24/05/2010

DOSSIÊ: A TRADIÇÃO PSICANALÍTICA DE COMPREENSÃO DO AMOR

Cult – Nadiá Paulo Ferreira

“O discurso psicanalítico, ao investigar os fundamentos do amor, apresenta, de forma sistematizada, o que os poetas já sabiam: o encontro da verdade com o saber não decifra toda a verdade.

O desejo de saber o que o amor é esbarra com algo indizível. Assim, o que não pode ser dito e escrito converte o amor em “um mal, que mata e não se vê”, em “um não sei quê, que nasce não sei onde, vem não sei como, e dói não sei por quê” (Camões). Amar e saber o que é amar são coisas diferentes. Amar é um acontecimento que nunca se esquece; é inventar sentidos para a existência no mundo. Saber o que é amar é impossível, porque “quem ama nunca sabe o que ama; nem sabe por que ama, nem o que é amar” (Fernando Pessoa).

Diante da impossibilidade de saber toda a verdade, fala-se de amor. Isso é o que vem sendo feito há séculos. Platão, em O Banquete, retrata os lugares do discurso: o do amante e o do amado. Jacques Lacan (1901-1981) baseia-se no amor grego para articular o par amante-amado com a estrutura do amor. Aquele que experimenta a sensação de que alguma coisa lhe falta, mesmo não sabendo o que é, ocupa o lugar de sujeito do desejo (amante); aquele que sente que tem alguma coisa, mesmo não sabendo o que é, ocupa o lugar de objeto (amado). O paradoxo do amor reside justamente no fato de que o que falta ao amante é precisamente o que o amado não tem. Se Eros nasce de uma aspiração impossível, que é de dois fazer um,…” (Leia e comente)

ARTE DO CONVÍVIO

07/05/2010

CAPAZ DE APROXIMAR AS PESSOAS, OBRAS ARTÍSTICAS RESISTEM ÀS AMEAÇAS TOTALITÁRIAS E CRIAM ESPAÇOS DE DIÁLOGO

Revista e

“Onde se queimam livros, acaba-se queimando pessoas.” Quando o poeta alemão Heinrich Heine alertou o mundo com essa frase, clarões de fogo anunciavam uma das piores tragédias já vistas pela humanidade. Era dia 10 de maio de 1933, e soldados nazistas promoviam a destruição de milhares de obras literárias, consumidas pelas chamas nas praças públicas, em várias cidades da Alemanha.

Da chamada “higienização” da literatura para a limpeza étnica não houve um caminho muito longo, e o restante da história, confirmando a previsão de Heine, é bem conhecida: milhões de judeus mortos, entre outras minorias, em campos de concentração.

Em face desses episódios, Hanna Arendt [filósofa alemã de família judia, 1906-1975] identificou o maior aliado nazista: a discriminação. “Hitler previa que na guerra o racismo seria um aliado mais forte na conquista de simpatizantes (…) o racismo deliberadamente irrompeu através de todas as fronteiras nacionais, definidas por padrões linguísticos tradicionais ou quaisquer outros” (Origens do Totalitarismo, Companhia das Letras, 2007).

Fim da liberdade

A arte naquele período tornou-se o primeiro alvo das tropas nazistas. Para o professor de Teoria Literária da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Márcio Orlando Seligmann-Silva, o regime totalitário pretendia instrumentalizar a arte e a literatura com fins políticos. “Os nazistas só admitiam…” (Leia e comente)

POESIA NA FAVELA

22/10/2009

ze batidao

Bons Fluídos – Raphaela de Campos Mello / Foto: Alcimar Frazão (Reporter Brasil)

“A POESIA SE TORNOU O CARTÃO DE VISITA DA CHÁCARA SANTANA, BAIRRO DA ZONA SUL DE SÃO PAULO. A QUEM INTERESSAR, ESSE É O ENDEREÇO DO SARAU DA COOPERIFA, TRIBO AFINADA COM A FORÇA TRANSFORMADORA DO VERBO.”

“Povo lindo, povo inteligente.” Com esse bordão, o poeta Sérgio Vaz se dirige à plateia reunida no bar do Zé Batidão, na periferia de São Paulo. Inquieto e espontâneo, ele é o idealizador da Cooperativa Cultural da Periferia (Cooperifa), que completa 8 anos este mês. Fruto do turbilhão criativo que o habita e, sobretudo, da ajuda de amigos e de colaboradores, a iniciativa tem um nobre objetivo: “Comungar a cidadania através da literatura e da palavra”, como define Sérgio. O pilar central da iniciativa é o sarau que acontece todas as quartas-feiras no bar mais animado do bairro. “Pode chover, ter enchente, jogo do Brasil contra a Argentina, e assim por diante”, brinca o agitador cultural, que ironicamente assina como Vira-Lata da Literatura. Um homem apaixonado pela palavra e pela periferia, seu berço e sua musa inspiradora. “Sou um poeta que ama sua comunidade. Nada mais”, dispara. Cada encontro atrai Atitude uma média de 250 pessoas. Emocionados e concentrados, às vezes espremidos, os poetas e frequentadores mostram que chegou a hora de desfazer a crença de que nas áreas mais afastadas dos centros das grandes cidades não há produção cultural, e sim somente pobreza e violência…” (Leia mais e comente a matéria)

OLHO DE MOSCA

26/05/2009

olho_mosca-M

Documentário sobre poesia, na visão de 4 poetas contemporâneos: Arnaldo Antunes, Antonio Cícero, Carlito Azevedo e Paulo Henriques Britto. (Veja o filme)