Posts Tagged ‘Solidão’

MORAR SÓ POR PRAZER

28/06/2012

O NÚMERO DE RESIDÊNCIAS HABITADAS POR UMA ÚNICA PESSOA ESTÁ AUMENTANDO VELOZMENTE NO BRASIL E NO MUNDO. MORAR SOZINHO É UM LUXO QUE TEM POUCO A VER COM SOLIDÃO E SEGUE UMA TENDÊNCIA GENERALIZADA EM PAÍSES DESENVOLVIDOS. CADA VEZ MAIS GENTE BATALHA PARA CONQUISTAR O SEU ESPAÇO INDIVIDUAL

Revista Planeta – Renata Valério de Mesquita

“Há quem diga que é coisa de eremita ou então puro egoísmo, típico da “era moderna”. Chega-se até a falar na “ruína da família” e no “fim do convívio em comunidade”. Entretanto, o crescimento no número de casas habitadas por uma só pessoa, no Brasil e no mundo, não significa necessariamente isso. A única realidade que a tendência reflete, sem deixar margem a dúvidas, é a prosperidade econômica da população. “Esse é um luxo a que só as classes média e alta podem se dar. Nas classes mais baixas a configuração é outra: as famílias são mais extensas, as mães, mais jovens, e as avós ajudam na criação das crianças”, afirma a psicanalista Junia de Vilhena, estudiosa do tema.

No Brasil, a “família unipessoal”, segundo os critérios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é a modalidade de moradia que mais cresceu nas últimas duas décadas. O censo de 2010 revelou que 12,1% (6,98 milhões) do total de residências no país são unipessoais. Há 20 anos, eram apenas 6,5%…” (Leia e comente)

CENTRO DE VALORIZAÇÃO DA VIDA COMPLETA 30 ANOS

07/12/2009

“ATENDIMENTOS FEITOS NO DISTRITO FEDERAL REVELAM QUE A MAIORIA SOFRE COM A SOLIDÃO”

Correio Brasiliense – Naira Trindade

“Angústia, tristeza, estresse. A depressão causada pela morte de um ente querido ou o cansaço de um dia inteiro de trabalho. A solidão ao chegar em um apartamento vazio, onde a única companhia, é a voz que ressoa da televisão. A perda do emprego, uma inevitável discussão com o chefe ou a conta bancária no vermelho. Qualquer sinal de desespero pode ser minimizado com um simples telefonema ao Centro de Valorização da Vida (CVV). Em comemoração às três décadas de apoio no Distrito Federal, a instituição que se mantém apenas com a ajuda de voluntários plantou nesta semana 30 mudas de ipês brancos e amarelos no Instituto de Saúde Mental do Riacho Fundo.

Sentado num pequeno sofá azul em uma salinha modesta na sede do Centro, no edifício Brasília Rádio Center, na Asa Norte, o voluntário Rúbio*, 42 anos, doa quatro horas por semana, à noite, para ajudar pessoas com um diálogo amigável e receptivo. Em conversas na qual não dá conselhos, mas busca fazer com que a pessoa encontre sozinha a solução para o problema que a aflige, ele ouve atentamente cada caso. “Ao falarem das dificuldades, as pessoas pensam melhor sobre o que está acontecendo e, sozinhas, se deparam com a solução”, analisa o voluntário , que está no CVV há 20 anos.

O sigilo profissional o impede de descrever os casos ouvidos, mas ele conta que já ajudou nas mais complicadas situações, como impedir pessoas de cometerem suicídio. Das cerca de 1,8 mil ligações…” (Leia e comente)